Ser diferente é um diferencial

imagens-4Da mesma maneira que o cão corre atrás do gato, o ser humano também tem instintos naturais. Nosso cérebro é uma máquina de sobrevivência que mapeia o ambiente em busca de informações, com o propósito de se proteger das ameaças ou buscar as recompensas. Com base na percepção sobre o ambiente o ser humano decide qual o comportamento terá de forma instintiva.

O interessante é que também considera informações sociais, tais como: somos aceitos em determinado grupo, a nossa opinião é considerada, somos valorizados. O cérebro busca, registra, armazena, recorda e reage o tempo todo se as pessoas que o cercam são amigos ou não. David Rock, diretor da Neuroleadership Institute, menciona em suas pesquisas que buscamos as similaridades, pontos em comum e partir dos sinais emitidos pelo outro decidimos se a pessoa é nossa amiga (recompensa) ou inimiga (ameaça).

Atualmente as organizações sabem como a diversidade é importante para alcançar resultados melhores. Que ter um ambiente formado apenas por similares potencializa o risco de não ter outra perspectiva sobre uma situação. Que estar em um ambiente entre similares é confortável, porém não necessariamente eficaz. O senso de sobrevivência não pode existir em organizações que buscam a diversidade e colaboração. Caso as pessoas percebam no ambiente sinais de ameaça, que podem ser gerados em ambientes competitivos, eliminar os diferentes é, por instinto natural, o primeiro passo. Já em ambientes onde as pessoas respeitam a diversidade e colaboração surge a inovação para alcançar resultados melhores.

Embora o trabalho individual tenha os seus benefícios, as empresas depressa perceberam que não há nada como o trabalho de equipe – em geral, produz melhores resultados e necessita de menos orientação. Agora, conseguir que isso aconteça pode não ser tão fácil como aparenta, daí a importância de saber promover o espírito de equipe, principalmente se tem um cargo de chefia.

O caminho para potencializar a colaboração nas organizações é alimentar de forma positiva o cérebro social. O fluxo de experiência positiva aumenta a interação entre as pessoas, elas se sentem aceitas e seguras para colaborar. As pessoas com liberdade para ser quem são oferecem o melhor delas. A diversidade pode existir na maneira como são ou a forma que pensam, porém elas precisam ser similares com relação a alcançar um objetivo em comum. Desta forma mesmo diferentes em relação as suas características pessoais, se tornam similares com relação ao objetivo, e unem forças para alcançar o que beneficiará a todos.

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